
Tanto de amor se disse
Não tinham conseguido filhos. Por isso resolveram ir a uma dessas instituições que recolhem crianças abandonadas manifestar o seu desejo de adoptarem uma criança.
Os responsáveis da instituição, enquanto tratavam da papelada, foram avisando que se tratava de um processo moroso e nada simples. Mas, quando foi feita a pergunta sobre que preferências tinha o casal quanto à criança a adoptar, o processo descomplicou-se bastante. É claro que não se poderiam evitar umas quantas maçadas em forma de papel... mas a preferência que o casal manifestara era tão estranha, tão insólita... Talvez não fosse assim tão difícil.
Tinham dito: "Queremos ficar com uma criança que ninguém deseje; aquela que tenha menos hipóteses de ser adoptada. Não nos importa que seja deficiente. E, se puderem ser duas, melhor"...
Tão estranho, tão inusitado.
E, no entanto, tão natural, tão bonito. Tão verdadeiramente de acordo com a nossa natureza.
Já nos parece estranho ver uma manifestação de amor. Já nos parece estranho que alguém olhe para uma criança como um enorme poço vazio que é preciso encher gota a gota, balde a balde. Com sacrifício e dor. Sem compensações, sem exigir nada em troca - o amor não tem outra compensação que não o próprio amor.
(Algures na net)
1 comentário:
infelizmente adoptar é um processo tortuoso, moroso e ha crianças que não têm esse tempo para esperar...haja exemplos ao contrario
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